terça-feira, 5 de junho de 2012

Sindicalismo 2.0: o caso Taubaté


Até 2016 a montadora vai quase dobrar sua produção na cidade, gerando mil novos empregos diretos, outros sete mil na cadeia produtiva. 
Sofrendo lá fora, mas faturando alto no mercado brasileiro, a sede da Volkswagen, na Alemanha, queria abrir uma nova fábrica no Brasil. Antevendo oportunidades, mas também riscos, já que poderia se estabelecer um leilão entre regiões, os metalúrgicos de Taubaté agiram na frente. O deputado federal Carlinhos Almeida (PT/SP) chegou a acompanhá-los numa reunião no BNDES, em Brasília, fazendo valer o interesse dos trabalhadores no eventual financiamento do banco à empresa. Abriu-se uma negociação de alto nível. Para se ter uma ideia, ao menos quatro governadores de estado se puseram a oferecer subsídios para levar a nova fábrica. Mas não foram capazes de fazer frente à capacidade de organização e negociação deste Sindicato.
Resultado: até 2016 a montadora vai quase dobrar sua produção na cidade, gerando mil novos empregos diretos, outros sete mil na cadeia produtiva e, só com salários e PLR, injetando 2,5 bilhões de reais na veia da economia local nesse período. Fica fácil entender porque 93% dos funcionários da Volkswagen de Taubaté são sindicalizados e porque a cidade tem com o sindicato uma relação de respeito e admiração, o que, convenhamos, não é muito comum.
Seguindo o caminho trilhado por Lula, Isaac parte agora para um novo desafio, deixando a presidência do Sindicato para ajudar a mudar a cena política em Taubaté. A experiência de negociadores do seu calibre pode fazer muito bem para as novas práticas políticas de que a presidenta Dilma tem falado e que o Brasil tanto almeja. E, no caso, que Taubaté tanto precisa

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