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terça-feira, 18 de setembro de 2012

João Gandini de Ribeirão, SP, é entrevistado no Jornal da EPTV

O Jornal da EPTV entrevistou nesta segunda-feira (17) o candidato à Prefeitura de Ribeirão Preto (SP) João Gandini (PT) da coligação “Inova Ribeirão”. A entrevista, feita ao vivo pelos apresentadores Danilo Scochi e Lucieli Dornelles, foi a primeira de uma série com os candidatos da cidade. Confira a transcrição da entrevista.
 
Danilo Scochi: Boa tarde candidato.
João Gandini: Boa tarde.
 
Danilo Scochi: O primeiro tema que eu gostaria de destacar é com relação à educação. O Ministério Público tem um levantamento de em média 20 a 30 pedidos de famílias que querem colocar as crianças nas creches. Como resolver esse problema?
 
João Gandini: Nós temos hoje em Ribeirão, pelo MEC [Ministério da Educação], 3.645 vagas em creches faltando, 20 para 4 e 5 anos e 3.625 para 5 meses a 3 anos e infelizmente a prefeitura não construiu creches suficientemente, não atendeu a necessidade da população e o Ministério Público e o Conselho Tutelar vem sendo acionado e o Ministério Público tem entrado com ação, o juiz tem dado a liminar e mandado cumprir essa obrigação, que é uma obrigação constitucional.
 
Danilo Scochi: Dá para resolver esse problema?
João Gandini: Dá para resolver, eu imagino que tenhamos que fazer, em média, é claro que uma creche é maior outra é menor, mas em média 17 creches com 200 alunos cada uma. Isso é perfeitamente possível, construir e manter, não teria maior dificuldade. Eu acho que é uma questão de gestão pública mesmo, preocupação com o mais pobre.
 
Danilo Scochi: A questão do Ensino Fundamental é de responsabilidade do município. Como melhorar essa situação também? Qual a proposta do seu governo, caso eleito?
João Gandini: A grande questão do Ensino Fundamental é com a qualidade. Nós temos um plano municipal de educação discutido e votado em 2007 e 2008 que durante todo esse governo não foi colocado em prática, então precisa ser revisto logo no começo do governo e colocado em prática. Nós não temos, por exemplo, o estatuto do magistério municipal, precisaremos pensar nisso. Treinar e retreinar professores, porque em toda profissão você tem que se manter atualizado, nós não temos tido isso. Então, são vários itens ligados a questão da qualidade e o mais importante, a gente sabe que o mais importante dos itens é você escolher bem o diretor da escola e os diretores aqui são escolhidos por critério político e não por critério de mérito.
 
Lucieli Dornelles: Saúde agora candidato, Ribeirão Preto atendeu no ano passado menos da metade dos pacientes em atenção básica do que foi prescrito no plano municipal de saúde. Isso acaba, a gente sabe, lotando os postinhos e prejudicando, principalmente, o pronto atendimento. O senhor tem um plano emergencial para resolver essa situação?
João Gandini: Sim. Nós temos um problema, você tocou no ponto mais crucial, eu disse isso uma vez em Brasília (DF) num congresso e disse: o Brasil gasta mais com doença do que com saúde. É preciso reverter essa lógica e a lógica é investir pesadamente, fortemente na atenção básica. È claro que você não consegue fazer isso de uma hora para outra porque você tem dois investimentos ao mesmo tempo: prevenção e a correção do problema. Prevenção demora mais tempo e a correção você faz mais rápido. Hoje as pessoas vão muito à UBDS (Unidade Básica Distrital de Saúde) justamente porque ela não tem o serviço de Saúde da Família não tem o agente comunitário de saúde vindo à casa dela o Serviço de Atendimento Domiciliar, o SAD precisa melhorar. Se você mexer nesse ponto, num prazo relativamente pequeno você já vai ter uma saúde bem melhor do que tem hoje. 30% das pessoas que marcam consultas não comparecem e, no entanto, não há um sistema de gestão para melhorar isso, para substituir essas pessoas por outras. Quer dizer, se você corrigir esse problema você já diminui 30% das filas.
 
Lucieli Dornelles: Unificar o atendimento de saúde também seria uma saída já que hoje a responsabilidade o município empurra para o Estado e o Estado empurra para o município?
João Gandini: Não. Todo o sistema do SUS [Sistema Único de Saúde] é tripartite, é um sistema que você prevê três níveis de decisão, de oferta, de serviços, então não é questão de unificar. Eu acho que unificar a questão da regulação que hoje é uma briga entre o município e Estado para onde a pessoa vai e a pessoa está lá em uma maca esperando, isso tem que ser feito imediatamente. Quem for acionado, seja a União, o Estado ou município, tem que atender o cidadão corretamente, rapidamente, dentro de um padrão civilizado de atenção ao usuário.
 
Danilo Scochi: Bom candidato, eu vou aproveitar o tema saúde, mas também para falar de planejamento de cidade. Nós sabemos que dos acidentes que acontecem nas cidades, principalmente aqui em Ribeirão Preto, esses acidentes ocupam muitas vagas no setor da saúde e muitos acidentes acontecem até pela qualidade do nosso asfalto. Qual a proposta do candidato para que se melhore e não se gaste tanto com relação à qualidade do asfalto?
João Gandini: Nós temos um problema de mobilidade urbana em Ribeirão e que está ligado ao problema do orçamento. O orçamento nosso é muito mal aplicado, nós temos um dos maiores orçamentos do país e a cidade está ruim em todos os setores, na educação, na saúde, na mobilidade urbana, no transporte coletivo, na segurança, quer dizer, você vai resolver o problema de mobilidade se você resolver o problema orçamentário. Tem um déficit fiscal mês a mês, ano a ano, isso tem que terminar.
 
Danilo Scochi: Hoje o levantamento para consertar o asfalto é de R$ 40 milhões. Como fazer isso?
João Gandini: Se você pensar em um orçamento de R$ 1.740 bilhão, que é o orçamento do ano que vem, R$ 40 milhões não é muito. O que nós temos visto na cidade é investimento do Governo Federal, um pouco do Governo Estadual e às vezes até da Câmara Municipal que devolve dinheiro para a prefeitura. Onde está indo o dinheiro do nosso orçamento, que é um dinheiro muito grande? Então tapar buraco é importante, mas é preciso recapear a cidade, fazer uma coisa definitiva e não ficar enxugando gelo. O que tem que tem faltado é gestão, é administração mesmo.
 
Lucieli Dornelles: Já que estamos falando de cidades, hoje, segundo o Ministério Público candidato, só 1% do lixo é reaproveitado aqui em Ribeirão Preto. Como resolver isso?
João Gandini: Nós temos aqui em Ribeirão dois grandes problemas. Um é a água e o outro o lixo. A coleta seletiva atinge 1% do lixo de ribeirão que é de 600 toneladas dia. Tem cidades brasileiras que já 35%, Los Angeles recicla 66%, caminha em 2020 para 89%, por tanto nós temos muito a avançar e dá para avançar relativamente rápido se nós fizermos algumas providências como, por exemplo, fazer convênios com igrejas, com escolas, com clubes de serviço. Isso dá para fazer relativamente rápido. E o problema da água que é um problema gravíssimo. Está faltando água na cidade inteira, eu vejo pela cidade, eu corro pela cidade o dia inteiro, esgoto vazando, estou vendo água vazando e situações realmente muito graves.
 
Lucieli Dornelles: E estaria nos seus planos substituir a rede de água, já que ela é apontada como muito antiga?
João Gandini: É, eu acho assim, é preciso investir. Diz que político não gosta de investir embaixo da terra porque não dá voto. Político profissional tem o olho no voto, o estadista tem o olho na história. Ribeirão tem o Aquífero Guarani, que é um dos maiores patrimônios da nossa região e do país e do mundo e, no entanto, estamos recolhendo, a cada 100 litros que recolhemos o DAERP [Departamento de água e Esgoto de Ribeirão Preto] perde metade disso depois de tratar e aí a cidade inteira fica sem água. É claro que nós vamos investir nisso e reduzir a pressão dos reservatórios, reduzir a pressão dos canos, trocar os canos antigos por novos, isso é uma coisa que tem que ser feita e em quatro anos é fatível.
 
Danilo Scochi: Candidato, o senhor falou sobre obras em baixo da terra que não se vê, mas vamos falar em obras sobre a terra, por exemplo o aeroporto Leite Lopes. O senhor disse que não investiria naquele aeroporto onde ele está hoje e mudaria de lugar. Tem essa ideia ainda?
João Gandini: Tem essa ideia sim. Eu gostaria que o Aeroporto fosse em outro local, o aeroporto internacional de cargas e de passageiros, um aeroporto fora da cidade, com toda a acessibilidade melhor e que pudesse elevar Ribeirão realmente ao século XXI.
 
Danilo Scochi: Nós temos um investimento agora do Aeroporto de R$ 200 milhões, quer dizer que está sendo jogado fora esse dinheiro?
João Gandini: Um investimento errado. Um investimento que se não tiver como reverter nós vamos fazer evidentemente porque a cidade não pode ficar sem a internacionalização, mas me parece que seria perfeitamente possível investir esse dinheiro em outro aeroporto, o de Florianópolis custou R$ 300 milhões, é um aeroporto modelar, que podia ser um exemplo para Ribeirão e o Leite Lopes ficaria para pequevas aeronaves, para helicópteros e para cursos que poderão ser feitos ali, por tanto, é possível ter dois aeroportos em Ribeirão e não um.
 
Danilo Scochi: Bom, o nosso tempo está encerrado candidato, já foram os 8 minutos.
 
 
Fonte: com informações de G1

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Entrevista: Gandini aposta na austeridade municipal



Foto: Weber Sian/A Cidade 

Aos 55 anos, João Gandini faz a ponte entre o poder judiciário e o poder executivo, ao entrar na disputa pelo cargo de prefeito de Ribeirão Preto, depois de uma carreira de 28 anos como juiz da Vara Federal.
 
Hélio Pellissari - Um grande problema da educação em Ribeirão Preto continua sendo a falta de vagas em creches. O que o senhor pretende fazer?
 
João Gandini - Na verdade o grande problema da educação ainda não é a creche. A creche é somente um dos pontos. O grande problema é a qualidade da educação. Você tem vagas nas escolas. O estado de São Paulo tem um padrão quase alemão, tem vaga para todo mundo, pelo menos no ensino fundamental, mas a qualidade piorou muito ao longo dos anos. Agora parece que vem reagindo, o governo federal fez um plano, os estados vêm se adaptando, os municípios também, mais ainda estamos muito longe de uma educação de qualidade, que todo mundo sabe.
 
Hélio - A rede municipal também está nesta situação?
 
Gandini - Também. A rede municipal está melhor do que o Estado. A educação no Estado de São Paulo está um horror. A do município é um pouco melhor, mas também é ruim, em termos de qualidade. Em termos de quantidade nós temos o problema das creches. Os dados que eu tenho falam em 15 mil vagas em déficit, eu conheço muito bem a periferia e na periferia tem muitas mulheres que trabalham fora e têm que deixar o emprego por que não têm onde deixar as crianças. Cabe ao poder público a responsabilidade e condições de dar educação para uma criança de um ano, dois anos. E esta atividade é da Prefeitura. Neste primeiro momento a ideia é cobrir as vagas de todas estas crianças que estão fora. A ideia é cobrir todas as crianças até entrar na escola.
 
Hélio - Dá para zerar este déficit em quatro anos?
 
Gandini - Acho que sim. Serrana, por exemplo que é uma cidade pequena com 35, 40 mil habitantes fez mil vagas em quatro anos. Ribeirão que é uma cidade muito maior fez pouco mais do que isto, a gente não tem dados oficiais da prefeitura ainda, pode ser que tenha feito um pouco mais do que isto, em uma cidade com 600 mil habitantes. É possível fazer mais. É claro que creche é muito caro, cuidar de uma criança de um ano ou dois é muito mais caro do que dar aula para uma criança de 7, 8 anos, então o investimento tem que ser maior. Mas você tem que priorizar. Infelizmente algumas cidades não acessaram estes recursos porque não fizeram os projetos a tempo. Eu pretendo, já na transição, fazer todos os projetos para que no momento adequado você protocole. Enquanto isto você faz as parcerias, para, se não zerar imediatamente o número de vagas, o que eu acho praticamente impossível, pelo menos minimizar o problema.
 
Hélio - O que fazer para melhorar a questão da qualidade da educação na cidade?
 
Gandini - O problema da qualidade na educação está ligado, primeiro ao currículo, que é meio maluco, a cada hora você vê um currículo sendo colocado, a cada hora você vê, colocam mais uma matéria e o currículo básico fica de lado. Segundo, os professores estão há muito tempo sem treinamento, sem profissionalização, por mais que você seja um bom profissional, seja um médico, um advogado, um professor, você tem que estar sempre se preparando, sendo treinado. Outro fator fundamental é aproximar a escola da família. A ideia é investir profundamente no treinamento dos professores e na aproximação com as escolas. Até porque você vai nas escolas de Ribeirão Preto e elas fecham no final de semana, é uma ou outra que fica aberta. Isto acontece por falta de estrutura, falta de gente, ora, é possível fazer convênio com a associação de pais, com associação de moradores para utilizar a escola. Outra coisa que eu estou pensando e é possível começar, é tentar aumentar o tempo de permanência da criança na escola. Eu acho que não tem sentido a criança ficar só quatro horas na escola, tempo bruto, líquido três horas. Você não vai fazer revolução qualitativa nunca desse jeito. Você tem que ir aumentando em uma hora, duas horas, até chegar ao ensino integral. Eu não concebo outro ensino que não seja integral.
 
Hélio - Em Ribeirão Preto foi discutido e aprovado um plano Municipal de Educação e nunca foi implementado. O senhor conhece este plano, pretende implantá-lo?
 
Gandini - Eu reli o plano esta semana. Ele tem muita coisa boa da qualificação de professores, da questão da inclusão, ele foi discutido durante mais de dois anos. Eu acho que a sociedade precisa ser mais ouvida. Tudo o que o plano propõe é viável. Dá para fazer. Claro que não dá para fazer tudo de uma vez.
 
Hélio - Como resolver a questão da saúde?
 
Gandini - Nós temos 703 médicos no município, 3.911 funcionários e temos mais de R$ 360 milhões este ano, e o dinheiro não deu, e os funcionários não foram suficientes, e os médicos não foram suficientes, e o dinheiro não foi suficiente. Eu estou convencidíssimo que o problema é de gestão e não de falta de recursos materiais e humanos. Falta gestão. Em torno de 30% das pessoas que marcam consulta, não comparecem. O médico marca 12 consultas, aparecem 9, três se perderam. Será que não há possibilidade de no dia anterior confirmar com a pessoa se ela vai? Hoje o normal é se gastar com o setor terciário, com os hospitais, é gastar 15% do orçamento, hoje nós estamos gastando 40%. É muito. E por que se gasta tanto? Porque a atenção básica não funciona. Ele vai para a UPA ele vai para a UBDS, ora, tem que ter um filtro. Primeiro ele vai na unidade da Família, na UBS, ali tem ginecologista, tem pediatra e tem clínico geral. Ele normalmente vai atender as coisas corriqueiras. Os casos mais graves devem ir para a UBDS. Ai é a exceção, não a regra. Mas como a UBS é está muito mal posta, o paciente não vai para ela, ele vai direto para a UBDS, aí a UBDS fica lotada. É uma questão de gestão. Tem que inverter esta lógica. Se você atender bem as pessoas no primeiro momento que ela precisa, você vai atender ela no segundo momento como exceção e não como regra e aí o custo é menor. Se o custo é menor sobram mais recursos para investir. Você ataca a causa e não o efeito.
 
Hélio - A prefeitura municipalizou o Hospital Santa Lydia, para desafogar a rede. Isto está funcionando?
 
Gandini - Não. A questão não é o hospital ser municipal ou deixar de ser. O que acontece que você tem uma opção de marketing e uma opção de conteúdo. Esta administração fez opção pelo marketing. Você tinha opção por três UPAs em Ribeirão Preto sequenciais. Uma na zona leste, uma região da Vila Virgínia e outra na região do Quintino. Por que fez na 13 de Maio, se do outro lado da rodovia tem 100 mil pessoas? Porque a pessoa tem que sair de lá, com um trânsito horroroso para vir para o Castelo. A UPA na 13 de Maio é visível. Agora se fosse lá na Vila Abranches, no Ribeirão Verde, não seria. A administração é uma administração de marketing, o ovo todo pintadinho que por dentro está choco.
 
Hélio - O que pode ser feito para acabar com os 40 núcleos de favela?
 
Gandini - Dá para diminuir. Quando eu comecei havia 34 núcleos. Foram feitos projetos para onze, que foram efetivados e estão na fase final. Eu quero fazer até um parêntese aqui, se você pegar todos os projetos de desfavelamento, todos são anteriores a este governo. Só tem dois projetos deste governo. Os projetos foram desenvolvidos em 2005, 2006, 2007 e 2008. As primeiras 29 casas do projeto do aeroporto, foram inauguradas em dezembro de 2008, pelo prefeito Gasparini. Ou seja o projeto é anterior, o financiamento é anterior e a execução é posterior. Um foi o projeto das Mangueiras, o processo mais antigo em andamento. R$ 16 milhões foram liberados para metade da favela, não sai esta licitação, não começa a obra, e já foram 4 anos e acabou o governo. Quando começou o governo a parceria do Moradia Legal foi para a favela das Mangueiras, foi feito o projeto e nada. A outra foi a favela de Bonfim, que foi feito neste governo, pelo Moradia Legal, com técnicos da prefeitura, sem um centavo da prefeitura. Todo o dinheiro é privado, não tem dinheiro público. Se as pessoas estão vindo para a cidade, precisamos criar uma política de imigração. Tem que ter um estudo. A partir deste estudo você cria uma política de acolhimento. Que eles venham, são bem-vindos. Mas isto precisa ser feito de maneira planejada, de maneira pensada, onde estas pessoas vão morar? Não têm onde morar! Então precisamos aumentar o projeto de lotes urbanizados, de mutirões, aumentar a oferta de casas pelo "Minha Casa, Minha Vida", pelo CDHU e até casas feitas em áreas da Prefeitura.
 
Hélio - O senhor acha que Ribeirão Preto já comporta uma secretaria da Habitação?
 
Gandini - Esta é uma das minhas propostas. O que eu vou fazer é diferente, não existe no Brasil e Ribeirão Preto vai ser a primeira cidade a ter: é a secretaria da Cidade, que abrange várias áreas como habitação, planejamento e outras áreas.
 
Hélio - A nova licitação para o transporte público vai resolver o problema?
 
Gandini - Temos que pegar o histórico desta licitação. Ela surgiu de um processo, em que eu era o juiz. Eu fiz um acordo com o promotor, Transerp, Prefeitura e as empresas para fazer a licitação. Neste acordo nós chegamos à conclusão que precisava de uma indenização à prefeitura pelo uso. Chegou-se a um termo de R$ 12 milhões. Que foi pago não com dinheiro, mas com investimentos no serviço. Exigimos que fosse feito um estudo de origem e destino e um estudo de mobilidade urbana. Você ouviu falar do estudo, foi amplamente discutido. Teve um esforço de anos que pode resultar na melhora ou não do sistema. Porque não houve participação da população. O transporte coletivo não pode concorrer com outro, os modais não podem competir entre si.
 
Fonte: Jornal A Cidade

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

De 25/8 a 30/9 - A Secretaria Estadual de Juventude do PT-SP estará com sua caravana em ação a partir de sábado (25)

A Secretaria Estadual da Juventude do PT-SP realiza no período de 25 de agosto a 30 de setembro sua primeira caravana, com o lema "#JPTSPnaEstrada: Uma nova geração trilhando novos caminhos". As 20 macrorregiões do Estado serão percorridas pelo grupo.

O lançamento acontece no sábado (25), a partir das 10 horas, na Macro Baixada Santista. A primeira cidade a ser visitada é São Vicente. Estão confirmadas as presenças da direção estadual e municipal da JPT, além de parlamentares, pré-candidatas (as) a vereadores (as) e prefeitos (as) e lideranças diversas do PT.

Rogério Cruz, secretário estadual de juventude do PT-SP, fala do objetivo desta primeira caravana: “A primeira caravana da Juventude do PT de São Paulo vai percorrer todo o Estado, com o objetivo de incentivar a organização da juventude onde quer que ela esteja: no PT, na escola, na universidade, no local de trabalho, na igreja, etc e levando a plataforma da juventude petista para as eleições 2012, explica.

Agenda

Macro Baixada Santista – 24/8 (sexta –feira) e 25/8 (sábado)

Macro Vale do Ribeira – 28/08 - (terça – feira)

Macro Itapeva – 29/8 – (quarta- Feira)

Macro Sorocaba – 30/8 (quinta – feira)

Macro Campinas - 31/08(sexta – feira) e 01/09 (Sábado)

Macro Mantiqueira - 02/09 (domingo)

Macro Mogiana - 05/09 (quarta – feira)

Macro Ribeirão Preto – 06/09 (quinta – feira) e 07/09 (sexta-feira)

Macro São José do Rio Preto – 08/09 (sábado) e 09/09 (domingo)

Macro Noroeste Paulista – 10/9 (segunda-feira)

Macro Bauru – 14/9 – (sexta-feira)

Macro Araçatuba – 15/9 (sábado) e 16/09 (domingo)

Macro Alta Paulista – 17/9 (segunda –feira)

Macro Presidente Prudente – 18/9 (terça –feira)

Macro Assis, Marilia, Ourinhos – 19/9 (quarta – feira)

Macro Capital – 22/9 (sexta –feira)

Macro Vale do Paraíba – 23/9 (sábado) e 24/09(domingo)

Macro Guarulhos – 25/9(terça-feira) e 26/09(quarta-feira)

Macro Osasco – 27/09 (quinta-feira) e 28/09(sexta-feira)

Macro ABC – 29/09 (sábado) e 30/09 (domingo)

Fonte: dmptsp.org.br

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

PT usa boneco inflável de Lula e Gandini em Ribeirão

Imagem do ex-presidente é utilizada na campanha de João Gandini no interior de São Paulo
 
Foto: Edson Silva/Folhapress
A campanha do PT em busca da prefeitura da cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, conta com um boneco inflável do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 
O boneco de Lula aparece ao lado do boneco do candidato a prefeito João Gandini. Eles fizeram campanha em frente à catedral de Ribeirão.
 
A imagem de Lula é uma das apostas do PT para a campanha em diversas cidades do Brasil.
Fonte: Band

sexta-feira, 20 de julho de 2012

PAC: Médias cidades terão R$ 7 bilhões para investir em mobilidade urbana

Presidente Dilma Rousseff durante lançamento do PAC Mobilidade Médias Cidades (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)



Recursos serão aplicados na construção de metrô, VLT e corredores de ônibus em 75 cidades, de 18 estados


Moradores de 75 cidades do País, com população entre 250 mil e 700 mil habitantes, serão beneficiados com obras de mobilidade urbana financiadas pelo governo federal. Os recursos serão viabilizados pelo PAC Mobilidade Médias Cidades, lançado nesta quinta-feira (19) e que irá liberar R$ 7 bilhões para construção de metrô, Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e corredores de ônibus.
Reprodução/Ministério do Planejamento Lista de médias cidades do PAC Mobilidade Ampliar

De acordo com dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os municípios de médio porte estão distribuídos em 18 estados e 51% estão em regiões metropolitanas. Serão beneficiadas cidades como Joinvile, em Santa Catarina, Uberaba e Juiz de Fora, em Minas Gerais, Ribeirão Preto e Sorocaba em São Paulo, Niterói e Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, Olinda e Caruaru, em Pernambuco, e Campina Grande, na Paraíba. Confira lista na imagem ao lado.
Os recursos poderão ser usados para construção de terminais de integração e compra de equipamentos de integração, controle e modernização. Os municípios não poderão usar a verba para obras não integradas ao sistema de transporte coletivo, pavimentação, recapeamento, sinalização, duplicação e abertura de novas vias, criação de ciclovias, compras de ônibus e obras de drenagem.
Reprodução/Ministério do Planejamento Lista 2 de médias cidades do PAC Mobilidade Ampliar

Cada município deverá elaborar o projeto executivo e apresentar, entre 23 de julho e 31 de agosto, no máximo duas propostas. A inscrição deverá ser feitas por meio de formulário eletrônico, que estará disponível no site do Ministério das Cidades.
Haverá uma pré-seleção entre 3 de setembro e 1º de outubro, para o enquadramento das propostas, além de reuniões presenciais para entrevistas e análise final até o dia 29 de novembro. A divulgação das cidades selecionadas será no dia 30 de novembro. Serão priorizados projetos em fase avançada de elaboração para que as obras sejam executadas o mais rápido possível.
Empregos
Durante o lançamento do programa, a presidente Dilma Rousseff afirmou que as obras estimular a economia e gerar empregos. “[O PAC Médias Cidades] é uma contribuição que as cidades darão numa perspectiva de médio prazo para que haja uma melhoria nas condições de vida e, ao mesmo tempo, é sem sombra de dúvida uma demanda sobre a construção civil, vai gerar empregos”, disse ela.
As licitações do PAC Médias Cidades já poderão ser feitas dentro do Regime Diferenciado de Contratações (RDC), tornam mais ágil o processo licitatório e flexibiliza suas regras Criado inicialmente para os empreendimento da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas Rio 2016, o regime foi estendido a todas as obras do PAC. A lei que permite a ampliação foi publicado no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (19).
Grandes cidades
Em abril, foram anunciados R$ 32 milhões do PAC Mobilidade para as grandes cidades, com mais de 700 mil habitantes, sendo que R$ 22 milhões serão do governo federal. Entre as obras previstas estão a construção de mais de 600 quilômetros (km) de corredores exclusivos para ônibus, pelo menos 380 estações e terminais para esse tipo de transporte, além de 200 km de linhas de metrô e da aquisição de mais de 1.000 veículos sobre trilhos. No total, serão beneficiados 51 municípios de grande porte em 18 estados.
http://youtu.be/ot0w7rQoLro

sexta-feira, 15 de junho de 2012

ASSISTÊNCIA TÉCNICA - RIBEIRÃO PRETO - SP


Melhorar as condições de habitação e mobilidade em assentamentos precários em centros urbanos, com obras de infraestrutura como drenagem, abastecimento de água, esgotamento sanitário e iluminação pública, entre outras.

ASSISTÊNCIA TÉCNICA - RIBEIRÃO PRETO - SP

R$623.199,10
Em licitação de projeto

ASSISTÊNCIA TÉCNICA - RIBEIRÃO PRETO - SP


Melhorar as condições de habitação e mobilidade em assentamentos precários em centros urbanos, com obras de infraestrutura como drenagem, abastecimento de água, esgotamento sanitário e iluminação pública, entre outras.

ASSISTÊNCIA TÉCNICA - RIBEIRÃO PRETO - SP

R$147.793,53
Ação Preparatória

terça-feira, 12 de junho de 2012

Iniciativas, ações e propostas da Bancada dos deputados do PT, na Assembleia Legislativa de São Paulo - Casas de Agricultura - Ribeirão Preto


Nesta sessão você poderá acompanhar iniciativas, ações e propostas da Bancada dos deputados do PT, na Assembleia Legislativa, que fomentam o debate e viabilize a regionalização dos investimentos do Estado, focado na realidade local, em atendimentos às suas vocações, demandas e necessidades, através do Orçamento Participativo para o ano de 2012.

1) R$ 2.000.000,00 destinados para investimentos nas Casas de Agricultura na região de Ribeirão Preto.

Iniciativas, ações e propostas da Bancada dos deputados do PT, na Assembleia Legislativa de São Paulo - Melhorias Urbanas - Ribeirão Preto


Nesta sessão você poderá acompanhar iniciativas, ações e propostas da Bancada dos deputados do PT, na Assembleia Legislativa, que fomentam o debate e viabilize a regionalização dos investimentos do Estado, focado na realidade local, em atendimentos às suas vocações, demandas e necessidades, através do Orçamento Participativo para o ano de 2012.

1) R$ 3.000.000,00 destinados para melhorias urbanas na região de Ribeirão Preto.

sábado, 9 de junho de 2012

PAC2 - SÃO PAULO - ÁGUA EM ÁREAS URBANAS - RIBEIRÃO PRETO


De acordo com o boletim do PAC2 São Paulo, foram destinados para o município de Ribeirão Preto R$ 20.700.670,00 para ações de água em áreas urbanas, conforme seguem:

1) R$ 20.700,67 milhões:  Ampliação e reforma da ETA Capim Fino - 1ª etapa - (ação preparatória);

Saiba Mais!!

sexta-feira, 8 de junho de 2012

PAC2 - SÃO PAULO - URBANIZAÇÃO DE ASSENTAMENTOS PRECÁRIOS - RIBEIRÃO PRETO

De acordo com o boletim do PAC2 São Paulo, foram destinados para o município de Ribeirão Preto R$ 68.952.420,00 para ações de urbanização de assentamentos precários, conforme seguem:

1) R$ 623,20 mil:  Assistência Técnica - (em licitação de projeto);

2) R$ 147,79 mil:  Assistência Técnica - (ação preparatória);

3) R$ 71,71 mil:  Elaboração de Plano Local de Habitação - (concluído);

4) R$ 25.327,95 milhões:  Provisão Habitacional - Rua André Ricciardi - (em obras);

5) R$ 42.519,69 milhões:  Urbanização - Sede do município - (em obras);

6) R$ 262,08 mil:  Elaboração de estudos e projetos para urbanização - Via Norte/Várzea - (ação preparatória);

Saiba Mais!!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

PAC2 - SÃO PAULO - PRAÇA DOS ESPORTES E DA CULTURA - RIBEIRÃO PRETO


De acordo com o boletim do PAC2 São Paulo, foram destinados para o município de Ribeirão Preto R$ 2.020.000,00 para construção de praças dos esportes e da cultura, conforme seguem:

1) R$ 2.020,00 milhões:  modelo 3.000m² - (em contratação);

Saiba Mais!!

PAC2 - SÃO PAULO - UBS - RIBEIRÃO PRETO

De acordo com o boletim do PAC2 São Paulo, foram destinados para o município de Ribeirão Preto R$ 400.000,00 para ações em UBS (Unidade Básica de Saúde), conforme seguem:

1) R$ 400,00 mil: UBS II - (ação preparatória);

Saiba Mais!!

PAC2 - SÃO PAULO - Prevenção em Áreas de Risco (Drenagem) - RIBEIRÃO PRETO

De acordo com o boletim do PAC2 São Paulo, foram destinados para o município de Ribeirão Preto R$ 69.237.350,00 para ações de prevenção em áreas de risco (drenagem), conforme seguem:


1) R$ 52.068,33 milhões: Drenagem - ampliação dos canais dos córregos Ribeirão Preto e Laureano - (em obras);

2)  R$ 17.169,02 milhões: Drenagem urbana sustentável no Ribeirão Preto - (ação preparatória).

quarta-feira, 6 de junho de 2012

PAC2 - SÃO PAULO - SANEAMENTO - RIBEIRÃO PRETO


De acordo com o boletim do PAC2 São Paulo, foram destinados para o município de Ribeirão Preto R$ 3.936.850,00 para ações de saneamento básico, conforme seguem:

1) R$ 2.285,15 milhões: Elaboração de projeto executivo de drenagem urbana na sede municipal - (ação preparatória);

2) R$ 1.651,70 milhões:  Elaboração do Plano Municipal de Saneamento - (ação preparatória);

Saiba Mais!!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Lula para Haddad: “Você é o candidato que SP precisa nesse momento histórico”



O Diretório Municipal do PT de São Paulo organizou neste sábado (2) uma reunião dos seus delegados municipais e apresentou Fernando Haddad como pré-candidato do partido às eleições que acontecem em outubro. O evento aconteceu no Centro de Convenções do Expo Center Norte, reuniu milhares de pessoas, e incluiu ministros, deputados, vereadores e pré-candidatos a vereador.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, convidado de honra do encontro, destacou as realizações de Haddad à frente do Ministério da Educação e a necessidade de São Paulo mudar. “Você não é o meu candidato, você é o candidato que São Paulo precisa nesse momento histórico”, afirmou Lula.