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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Veículos sem adaptação obrigam pessoas com deficiência a passar por constrangimentos em São Paulo

Já passavam das 15h quando o rapper Billy Saga desistiu de esperar por um ônibus adaptado para receber pessoas com deficiência. Sem andar há 14 anos por causa de um acidente de moto, ele se movimenta com uma cadeira de rodas e vai todos os dias de transporte coletivo para o trabalho, na Vila Madalena, Zona Oeste.

Quando passou um ônibus comum, ele fez sinal e pediu ajuda para o motorista. Junto com o cobrador, o condutor colocou Billy para dentro.

O embarque demorou alguns minutos. “Essa cidade é muito hostil para as pessoas com deficiência”, disse o rapper. “Dizem que até 2014 todos os ônibus vão estar adaptados, mas não sei se vou estar vivo até lá. Eu quero ônibus adaptado já.”

Paciente, o cobrador Luiz Paiato concordou que todos os ônibus já deveriam estar preparados para receber as pessoas com deficiência. “Enquanto não tem, a gente ajuda com prazer”, afirmou.

Militante pelos direitos dos deficientes, Billy conta que na periferia da cidade o problema ainda é maior, já que os ônibus adaptados são muito baixos e não podem trafegar em ruas com o asfalto danificado. “Aqui (Vila Madalena), se a gente tiver paciência, ainda pega um adaptado, mas nas quebradas eles não passam nunca”, disse.

Apesar de se sentir privilegiado, Billy conta que já passou por poucas e boas nos 14 anos em que vive em uma cadeira de rodas. “Já me perguntaram se eu não andava nem um pouquinho para entrar sozinho no ônibus”, disse. “Já quebraram minha cadeira em um busão lotado.”

A Prefeitura disse que com a renovação da frota aumentou o número de ônibus acessíveis disponíveis à população com mobilidade reduzida. “Em janeiro de 2005, eram 297 veículos com algum tipo de acessibilidade. Com os 8,5 mil atuais, o crescimento desse tipo de veículo no período foi de 2.761%. Todas as linhas do sistema municipal contam com pelo menos um veículo adaptado.”

Sem a sorte de ter viajado em um desses 8,5 mil ônibus, Billy permaneceu espremido no corredor e, quando chegou ao seu destino, teve de contar novamente com a boa vontade do motorista e do cobrador. Antes de sair, quis pagar a passagem mas o cobrador disse que não precisava. “Eu preferia pagar e ter o direito de ir e vir em um ônibus com acessibilidade”, disse Billy. “De qualquer jeito obrigado pela ajuda.”

Desde 2004, ônibus novos têm acessibilidade garantida
O Decreto 5.296/04, conhecido como Lei da Acessibilidade, estabelece que qualquer veículo do transporte público fabricado a partir de 2004 seja acessível.

Como o tempo de vida útil dos ônibus chega a dez anos, a expectativa é de que 100% dos coletivos paulistanos estejam adaptados até 2014, ano da Copa do Mundo.

“No prazo de até 24 meses, a contar da data de edição das normas técnicas, todos os modelos e marcas de veículos de transporte coletivo serão fabricados acessíveis e estarão disponíveis para integrar a frota operante, de forma a garantir o seu uso por pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida”, diz o texto do decreto.

Em outro trecho, fica estabelecido que as normas técnicas para fabricação dos veículos e dos equipamentos de transporte coletivo, de forma a torná-los acessíveis, serão elaboradas pelas instituições e entidades que compõem o Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial. Elas estarão disponíveis no prazo de até 12 meses a contar da data da publicação do decreto.

No artigo 38 fica determinado o prazo final para que todos os veículos de transporte público sejam adaptados: 2014 ou 120 meses após a publicação do decreto.


Fonte: Por Diário de São Paulo

 

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Vereadora do PT aponta irregularidades em entidade, que sem contrato, usa verba municipal

Organização social que gerenciaria unidades odontológicas gastou R$ 512 mil irregularmente, afirma Tribunal de Contas
Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde teve contrato encerrado e não devolveu repasses
 

Uma organização social contratada pela gestão Gilberto Kassab (PSD) para gerir unidades odontológicas gastou R$ 512 mil de forma irregular, em pagamentos feitos quando o contrato com a prefeitura já estava suspenso.

A informação está em relatório do TCM (Tribunal de Contas do Município), obtido pela Folha, que analisou a prestação de contas da entidade após petição da vereadora Juliana Cardoso (PT).

A prefeitura não contestou. Segundo o TCM, isso mostra que a administração não tem controle do repasse às OSs, que recebem mais de R$ 1 bilhão por ano para administrar serviços de saúde.

O Iabas (Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde) foi contratado para gerir as AMAs Sorriso -unidades odontológicas; 50 deveriam ser entregues até o fim do ano.

O contrato, de fevereiro de 2009, foi suspenso após dez meses, antes das primeiras unidades serem entregues.

Isso ocorreu após o jornal "Agora", do Grupo Folha, informar que o ex-secretário-adjunto da Secretaria da Saúde, Ailton de Lima Ribeiro, era da diretoria da entidade.

A prefeitura decidiu cancelar o contrato em dezembro de 2010. A Iabas já havia recebido R$ 2,1 milhões, mas devolveu só R$ 1,4 milhão.

Ela manteve R$ 874 mil, valor que incluía juros de aplicações. Em 21 de fevereiro de 2011, a prefeitura mandou o Iabas prestar contas.

USO IRREGULAR
O TCM descobriu que a Iabas gastou parte do dinheiro (R$ 512 mil) com três assessorias (administrativa, jurídica e contábil) e com móveis para as primeiras AMAs.

O tribunal constatou que as assessorias foram pagas em maio de 2011 -um ano e seis meses depois da prefeitura ter repassado o dinheiro para o Iabas e cinco meses após o contrato ser cancelado.

Os móveis foram pagos em dezembro de 2009, mas a nota foi emitida em maio de 2011. Segundo o tribunal, os itens não foram entregues.

O Iabas apresentou nota e cópia de cheque, de R$ 245 mil, de 13 de maio de 2011, para justificar locação de espaço e empréstimo de funcionários da Associação Brasileira de Cirurgiões Dentistas.

A ABCD foi presidida por Luciano Artioli Moreira, presidente do Iabas quando a prefeitura contratou a instituição. Ele foi candidato a deputado federal em 2010 pelo mesmo partido de Kassab.

Fonte: TALITA BEDINELLI- Folha SP

Pronatec vai oferecer 8 milhões de vagas em cursos técnicos e profissionalizantes até 2014, afirma Dilma

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (7), na coluna Conversa com a Presidenta, que o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) vai oferecer oito milhões de vagas gratuitas em cursos técnicos e profissionalizantes até 2014. Ao responder pergunta de Francisco Chagas, 47 anos, comerciante da Estrutural (DF), Dilma também disse que o Pronatec Copa oferecerá 240 mil vagas para capacitar trabalhadores para o Mundial de 2014.

“O Pronatec foi criado para ampliar a oferta de cursos técnicos e profissionalizantes. São 8 milhões de vagas até 2014, gratuitas, em cursos de mais de 400 áreas do conhecimento. Esses cursos são oferecidos principalmente nas 403 unidades das escolas técnicas federais, nas escolas do Sistema S e nas escolas técnicas estaduais. Criamos também o Pronatec Copa, pensando no crescimento do turismo, com 240 mil vagas gratuitas em 29 opções de cursos até 2014, além de 32 mil vagas para o aprendizado de inglês, espanhol e libras”, disse.

Na coluna, a presidenta Dilma explicou aos interessados nas vagas oferecidas pelo Pronatec quais órgãos devem ser procurados para obter informações sobre os cursos.

“Os interessados nos cursos técnicos do Pronatec devem procurar a secretaria de educação do seu estado. Para curso de qualificação profissional, o trabalhador deve procurar o posto do Sine, o Sistema Nacional de Emprego, ou usar o site http://maisemprego.mte.gov.br/portal. Mais informações sobre o Pronatec Copa estão em http://www.pronateccopa.turismo.gov.br. Em Brasília, Francisco, o Instituto Federal de Brasília – IFB (http://www.ifb.edu.br) oferece cursos técnicos e de qualificação profissional do Pronatec em 10 campus”, afirmou.

Janice de Oliveira, 40 anos, contadora de Dourados (MS), perguntou à presidenta como fiscalizar a aplicação de recursos federais em sua cidade.

“Você pode utilizar o Portal da Transparência (www.transparencia.gov.br) para acompanhar as transferências de recursos da União para estados, municípios, instituições privadas e para os cidadãos que recebem benefícios, como o Bolsa Família e o Seguro-Defeso. Pode ainda acompanhar os gastos diretos do Governo Federal com obras, compras governamentais, cartão de pagamento e diárias pagas a servidores, entre outros”, explicou Dilma.

A presidenta respondeu ainda pergunta de Joeleno Albuquerque de Almeida, 69 anos, professor aposentado de Aracaju (SE), sobre as mudanças na caderneta de poupança.

“A caderneta de poupança continua com as vantagens que sempre caracterizaram essa aplicação, como a segurança, a simplicidade dos depósitos, a rentabilidade mensal e a isenção do Imposto de Renda. Fizemos uma mudança para que as taxas de juros continuem caindo para todas as empresas e pessoas que precisam tomar algum empréstimo em banco, mas que, ao mesmo tempo, continua protegendo pessoas como você, que usam a poupança para fazer um pé-de-meia. As aplicações feitas até o dia 3 de maio continuaram com as mesmas regras de antes, com rendimento de 6,17% ao ano acrescido da Taxa de Referência, a TR. Para os depósitos feitos do dia 4 de maio em diante, a remuneração continuará igual à regra antiga nos períodos em que a taxa básica de juros, a Selic, que é definida pelo Banco Central, estiver acima de 8,5% ao ano. Nos momentos em que a Selic estiver em 8,5% ao ano, ou abaixo disso, o rendimento da poupança será o equivalente a 70% da Selic mais a TR”, disse.

Fonte: Blog do Planalto

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Recorde: Dilma tem aprovação popular de 75,7%, aponta pesquisa CNT

                         Aprovação da presidenta atinge marca histórica
                                  em apenas um ano e meio de governo

Pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), realizada de 18 a 22 de julho deste ano e divulgada nesta sexta-feira (3), aponta uma aprovação popular histórica para a presidenta Dilma Rousseff.

Pelos dados da pesquisa, a presidenta Dilma tem 75,7% de aprovação popular.

A CNT entrevistou duas mil pessoas nas cinco regiões do País, que também responderam a questionamentos sobre temas como saúde, emprego e educação; avaliação do governo Dilma Rousseff; e itens como poder de compra, expectativas sobre os rumos da economia e reformas prioritárias a serem feitas pelo Governo.

A pesquisa também mostra a alta no otimismo do brasileiro com o governo da presidenta. Dos entrevistados, 56,6% avaliam positivamente o governo da presidenta. Em agosto de 2011 – quando foi feito o último levantamento -, o número era 49,2%. A avaliação negativa caiu de 9,3% para 7%.
Na comparação com a gestão anterior aumentou o percentual dos que acreditam que a gestão de Dilma Rousseff está melhor - 11,5% para 15,9% - e diminuiu de 45,4% para 34,6% os que consideram o governo pior que o governo anterior. Para 48,2% dos entrevistados, as duas gestões estão no mesmo patamar.

Em relação à crise econômica mundial, 38,4% dos entrevistados revelaram preocupação e deixaram de comprar, enquanto 60,8% não diminuíram o ritmo de consumo. Os principais desejos de consumo dos brasileiros são a casa própria (57%), carro novo (17,9%), móveis e eletrodomésticos (8,2%), viagem internacional (7,4%) e televisão moderna (1,9%).


Fonte: Portal do PT com agências

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Cresce 38% o número de transplantes em São Paulo

Investimentos para ampliação dos transplantes e captação de órgãos contribuem para o crescimento da assistência no SUS

O Estado de São Paulo teve aumento de 38% no número de transplantes realizados no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), se comparado ao primeiro quadrimestre de 2011. Este ano, 3.152 transplantes foram realizados enquanto em 2011 realizou-se 2.281cirurgias. Os órgãos que mais impulsionaram o desempenho dos transplantes no estado, nesse primeiro quadrimestre foram rim, córnea e coração com índices de crescimento de 65%, 40% e 33%, respectivamente.

O estado apresenta 22,2 doadores por milhão de população (PMP). O Brasil bateu recorde ao registrar 13,6 doadores já no primeiro quadrimestre do ano, meta era prevista para 2013. A nova meta do Ministério da Saúde é chegar a 15 doadores por milhão de população em 2015.

O Brasil fechou o ano de 2011 com 2.048 doadores. Nesse primeiro quadrimestre, o país registrou aumento de 29% no número de doadores - 726 doadores -, comparado ao mesmo período do ano passado – 564.  “Atingimos um patamar importante e hoje o Brasil é uma referência. O país possui o maior sistema público de transplantes do mundo. Hoje, 95% das cirurgias são realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de forma totalmente gratuita à população”, destaca ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

São Paulo possui 86 equipes, uma central e 10 Organizações de Procura de Órgãos. Com a melhoria da infraestrutura – especialmente a capacitação de equipes para o contato com as famílias dos possíveis doadores -, incentivo financeiro aos hospitais e na sensibilização da população por meio de campanhas anuais de incentivo à doação de órgãos e tecidos, os brasileiros têm demonstrado que a estratégia é eficiente.

No primeiro quadrimestre 2012 foram realizados 7.993 transplantes no país. Um crescimento de 37% comparado ao mesmo período de 2011, quando foram notificados 5.842. A região Norte registrou aumento de 109% e a região Centro-Oeste teve 103%. O transplante de coração teve crescimento de 61%.

INVESTIMENTOS – Em abril, o Ministério da Saúde possibilitou o aumento de até 60% no repasse de recursos para ampliação do número de transplantes no SUS. Os hospitais que fazem transplante de rim tiveram um reajuste específico de 30% para estimular a realização dos procedimentos e a redução do número de pessoas que aguardam pela cirurgia. O valor pago para transplantes de rim de doador falecido passou de R$ 21,2 mil para R$ 27,6 mil. Nos casos de transplante de rim de doador vivo, o valor passa de R$ 16,3 mil para R$ 21,2 mil.

Ainda nesse mês, o Ministério da Saúde anunciou R$ 10 milhões para aquisição do medicamento imunoglobulina para pacientes que realizarem transplante de rim e apresentarem rejeição aguda ao órgão transplantado. Esta iniciativa possibilita uma rápida recuperação, além da melhoria na qualidade de vida do transplantado.

Em 2011, houve investimento de R$ 1,3 bilhão para manutenção e crescimento da rede - quatro vezes mais que o total de recursos alocados para o setor em 2003, quando foram destinados R$ 327,85 milhões.

NOVIDADES – O Ministério da Saúde e o Facebookanunciaram na última segunda-feira (30) uma parceria para incentivar a doação de órgãos no país. A nova funcionalidade visa estimular os usuários a expressarem seu desejo de ser um doador de órgãos no Brasil. A funcionalidade tem a missão de agregar e cadastrar possíveis doadores, entre os mais de 37 milhões de usuários do Facebook. A proposta visa também promover a importância de expressar sua intenção de doar usando o poder das redes sociais.

“Esta é mais uma ferramenta que contribuirá para a nossa campanha de incentivo, temos que usar as redes sociais para mobilizar e engajar pessoas que apoiam a causa. Precisamos fazer com que esta ideia seja multiplicada e alcance o maior número de pessoas”, destaca o ministro Padilha.

O Ministério da Saúde utiliza as redes sociais, desde 2009, para se aproximar cada vez mais da sociedade, esclarecendo dúvidas, recebendo sugestões e trabalhando para aprimorar o Sistema Único de Saúde (SUS).

O Facebook passará a ter entre suas funcionalidades na Linha do Tempo, a opção de o usuário expor seu desejo de doar órgãos. O internauta poderá adicionar a informação de que é doador e compartilhar sua história sobre quando, onde e porque decidiu se tornar um.
 
Fonte: Ministério da Saúde

Saúde e Facebook fazem parceria para incentivar doação de órgãos

A iniciativa permitirá a aproximação do brasileiro com as redes sociais e o Sistema Nacional de Transplantes

O Ministério da Saúde e o Facebook lançaram na última segunda-feira (30) uma opção, dentro do perfil dos usuários, para incentivar a doação de órgãos. A funcionalidade tem a missão de agregar e cadastrar possíveis doadores, entre os mais de 40 milhões de usuários no Brasil.

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a parceria entre Ministério e Facebook permitirá a aproximação do brasileiro com as redes sociais e o Sistema Nacional de Transplantes. “Esta ação permitirá criar mais um espaço para que qualquer cidadão possa compartilhar, com privacidade, entre familiares e amigos, sua decisão de ser doador de órgão”, destacou Padilha.

O Ministério da Saúde utiliza as redes sociais, desde 2009, para se aproximar cada vez mais da sociedade, esclarecendo dúvidas, recebendo sugestões e trabalhando para aprimorar o Sistema Único de Saúde (SUS).

Doação
O Brasil bateu recorde ao registrar 13,6 doadores por milhão de população (PMP), meta prevista para 2013. No primeiro quadrimestre de 2012 foram realizados 7.993 transplantes. Um crescimento de 37% comparado ao mesmo período de 2011, quando foram notificados 5.842 transplantes.

“Atingimos uma meta importante nesse primeiro quadrimestre. Vamos sustentar este aumento por meio de incentivos para ampliar o número de transplantes. Em abril, ampliamos em 30% o valor pago por transplante de rim, procedimento que tem uma demanda bastante expressiva. A parceria com esta rede social vai acelerar o número de transplantes”, ressaltou o ministro Alexandre Padilha.

Novidade
O Facebook passará a ter entre suas funcionalidades na Linha do Tempo, a opção de o usuário expor seu desejo de doar órgãos. O objetivo é que o internauta adicione a informação de que é doador em sua linha do tempo e compartilhe sua história sobre quando, onde e porque decidiu se tornar um doador.

Assim como outros dados pessoais, o usuário também pode escolher com quem compartilhar a informação. Para isso, ele deve configurar o controle de privacidade. A informação sobre doação de órgãos poderá aparecer na linha do tempo e na descrição do perfil do usuário.

“Estamos felizes por oferecer essa ferramenta aos brasileiros. A missão do Facebook é simples: fazer o mundo mais aberto e conectado. E, acreditamos que, por simplesmente dizer às pessoas que você é um doador de órgãos, daremos um importante passo na conscientização a respeito desta causa tão importante”, explicou Alexandre Hohagen, Vice-Presidente do Facebook para a América Latina. “A rede social tem se tornado espaço para compartilhar experiências positivas. Agora a usaremos para sensibilizar as pessoas”, completou.

No final de abril deste ano, o Facebook disponibilizou a nova ferramenta para residentes dos Estados Unidos e Grã-Bretanha. No evento em que a funcionalidade foi anunciada, os representantes da rede social destacaram o empenho para encontrar formas de contribuir com a sociedade. Desde então, o Facebook introduziu a ferramenta em vários países e os números de registros nestes países têm aumentado significativamente.

Para ativar a funcionalidade, é preciso realizar os seguintes passos:
Faça login na sua conta do Facebook e navegue para sua Linha do Tempo.
Clique em “Evento Cotidiano” na parte superior da sua Linha do tempo:
Selecione Saúde e bem-estar
Selecione Doador de órgãos
Selecione seu público e clique em Salvar


Fonte: Agência Saúde/Ascom MS

terça-feira, 31 de julho de 2012

Petistas repudiam tentativa de intimidação a blogs por parte de Serra

Jilmar Tatto, líder do PT na Câmara e o deputado André Vargas (PT-PR) - Fotos: Arquivo/PT



Integrantes da Bancada do PT na Câmara repudiaram a tentativa de intimidação a alguns blogs por parte de José Serra, candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo (SP)


A ação do tucano se concretizou através de representação junto ao Ministério Público, que foi acionado pelo PSDB, na última segunda-feira (23), para investigar o patrocínio de empresas estatais do governo federal a alguns blogs que Serra considera “sujos”.
Segundo Serra, o PT organiza uma “tropa de assalto na Internet” e comparou os blogs à SA Nazista (milícia paramilitar que atacava inimigos de Hitler), em declarações feitas ao jornal O Estado de S.Paulo. Dentre os blogs citados pelo tucano figuram o “Conversa Afiada”, do jornalista Paulo Henrique Amorim, e o blog do jornalista Luís Nassif.
Parlamentares petistas condenaram com veemência a postura do PSDB. “O Serra ficou gagá. Ele passa 24 horas por dia pensando maldade e agora está mais uma vez querendo censurar a imprensa que o critica. Mas a população de São Paulo, especialmente a juventude, já percebeu que ele não tem propostas, não tem argumentos, daí o desespero que ele tem demonstrado”, criticou o líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (SP).
Na opinião do deputado André Vargas (PT-PR), que é o Secretário Nacional de Comunicação do PT, o ataque de Serra é algo previsível. “Ele sempre fez isso. Intimidava jornalistas nas redações e agora está tentando intimidar os blogs. É um comportamento autoritário tradicional dele”, disse Vargas.
Para o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), o gesto de Serra merece ser repudiado. “Trata-se de um gravíssimo atentado à liberdade de imprensa e não podemos permitir isso”, resumiu Teixeira.
Já o deputado Dr. Rosinha (PT-PR) lembrou que não é a primeira vez que José Serra toma esse tipo de atitude. “Esta foi a prática dele quando candidato a presidente em 2010. Além de atacar os blogs que difundiam críticas às suas ideias e atitudes, criou um grupo para espalhar várias mentiras e calúnias contra a então candidata Dilma Rousseff. Essa representação é uma ameaça à liberdade de pensamento e não pode ser tolerada”, afirmou Rosinha.
A deputada Janete Rocha Pietá (PT-SP) considera que “do Serra podemos esperar tudo”. Na opinião da parlamentar, o tucano está “ultrapassado” e por isso tomando essa medida antidemocrática e policialesca. “A grande mídia brasileira, via de regra, atua como um partido. E os blogs e redes sociais são uma forma de se divulgar outro ponto de vista, alternativo aos grandes meios. Em São Paulo, como Serra é blindado pela grande mídia, que o defende sistematicamente, essa tentativa de intimidação é uma forma de ele garantir a voz única a seu favor no estado”, avalia Janete.
Para o deputado Carlos Zarattini (PT-SP), a representação de Serra equivale a uma “tentativa de censura prévia que visa impedir a livre manifestação de opinião”. Entretanto, Zarattini crê que isso terá um impacto negativo para o tucano. “Esse gesto vai mostrar mais uma vez a faceta autoritária de José Serra e reverterá na sua reprovação por parte da população”, projeta Zarattini.
Patrocínio aos ataques
André Vargas lembrou que o governo de São Paulo, comandado pelos tucanos desde 1995, tem o hábito de patrocinar, com a compra de grande quantidade de assinaturas, sem licitação, a Editora Abril e os jornalões do estado. “O PSDB usa o governo do estado para patrocinar os ataques da imprensa ao PT, enquanto nós queremos o livre debate. Mas são estas pessoas, como Serra, que sempre tentam estigmatizar o debate sobre regulação da mídia e não nos permitem avançar como outros países avançaram”, afirmou o paranaense.
(Rogério Tomaz Júnior, site da Liderança do PT)

Lula faz sessão de fotos com 118 candidatos




Lula deve ir a cidades prioritárias quando ganhar a aprovação dos médicos. A expectativa dentro do partido é que ele suba ao palanque a partir do dia 6 de agosto, quando deve fazer novos exames no hospital Sírio-libanês.
Por Carta Maior
Segunda-feira, 30 de julho de 2012

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe nesta segunda-feira (30) candidatos a prefeito para tirar fotos que serão usadas na campanha eleitoral. Foram convidados 84 petistas e mais 34 candidatos apoiados pelo PT de cidades com mais de 150 mil eleitores. Eles devem tomar um café da manhã com o presidente e em seguida serão fotografados no estúdio montado em um hotel da zona sul da capital paulista.

Lula passa por um tratamento para curar um câncer na laringe diagnosticado no ano passado. O ex-presidente está livre do tumor, mas os médicos consideram um paciente “curado” do câncer após cinco anos de remissão da doença. Devido à saúde debilitada, a presença de Lula ao lado da maioria dos candidatos deve se resumir à foto tirada e a filmagens onde ele aparecerá cumprimentando os petistas.

A seção de fotos não dá conta da demanda de todos os candidatos. Segundo reportagem do portal iG, mais de 300 requisitaram ao PT a presença de Lula na campanha.

Lula deve ir a cidades prioritárias quando ganhar a aprovação dos médicos. A expectativa dentro do partido é que ele suba ao palanque a partir do dia 6 de agosto, quando deve fazer novos exames no hospital Sírio-libanês.

Devido ao tratamento, o ex-presidente não deve fazer caminhadas junto a eles. Também deverá ser montado um estúdio no instituto Lula para que o presidente possa fazer filmagens sem grande esforço.

Hospitais de Kassab ainda estão em ruínas




Para agilizar o processo, a Prefeitura decidiu reformar hospitais desativados, porém os prédios escolhidos pela administração pública estão em péssimas condições. Segundo especialistas, a desapropriação, a reforma e a instalação de equipamentos serão finalizadas em, pelo menos, três anos. Os imóveis ainda estão em fase de desapropriação, processo que pode durar até um ano. A inauguração das unidades ficará, portanto, para o próximo prefeito.
Por Fabiano Nunes - Jornal da Tarde
Segunda-feira, 30 de julho de 2012

Teias de aranha, goteiras, infiltrações, falta de equipamentos, nada que lembre um ambiente hospitalar. Assim estão os prédios onde a gestão Gilberto Kassab (PSD) promete inaugurar três novos hospitais até o fim deste ano. Dificilmente o prefeito terá tempo de cumprir a promessa de entregar 175 novos leitos antes que seu mandato termine, em 31 de dezembro.

Para agilizar o processo, a Prefeitura decidiu reformar hospitais desativados, porém os prédios escolhidos pela administração pública estão em péssimas condições. Segundo especialistas, a desapropriação, a reforma e a instalação de equipamentos serão finalizadas em, pelo menos, três anos. Os imóveis ainda estão em fase de desapropriação, processo que pode durar até um ano. A inauguração das unidades ficará, portanto, para o próximo prefeito.

Como a Prefeitura não conseguiu emplacar a parceria público-privada (PPP) avaliada em R$ 6 bilhões para a construção de três unidades – a PPP foi adiada pela 14.ª vez no início do ano –, o plano é adaptar imóveis existentes no Carrão, na zona leste, Capela do Socorro, na zona sul, e Freguesia do Ó, na zona norte. De acordo com a Prefeitura, para acelerar a implantação, o objetivo é aproveitar as estruturas que já foram, em algum momento, hospitais.

No prédio escolhido na Freguesia do Ó, na Avenida Itaberaba, por exemplo, funcionava uma unidade do supermercado Dia. O imóvel está fechado há cerca de seis meses. “Esse prédio é muito velho e está em um terreno acidentado. Chegou a ser um hospital, há cerca de 15 anos. Agora, precisará de uma boa reforma”, lembra o comerciante Sidnei Ramiro, de 46 anos, dono de um estacionamento ao lado do imóvel.

A reforma dos prédios será custeada pela Secretaria Municipal da Saúde, mas a administração dos equipamentos deverá ser repassada a uma Organização Social (OS). Para o coordenador da Rede Nossa São Paulo, Oded Grajew, um dos idealizadores do plano de metas, a administração pública terá dificuldades para cumprir a promessa. “É preciso reformar os prédios, contratar profissionais, equipar o imóvel. Se a Prefeitura tivesse corrido atrás logo no início da gestão, hoje teríamos três novos hospitais em regiões que são carentes desse atendimento”, afirma Grajew.

É o caso dos moradores da Capela do Socorro, na zona sul, uma das regiões mais carentes da cidade em equipamentos de Saúde. “O Hospital mais próximo é o do Grajaú. Seria fantástico ter uma nova unidade aqui”, afirma o aposentado José Rogério Viana, de 71 anos. Ele mora em frente ao prédio escolhido para ser reformado. “Aqui já funcionou um hospital, depois virou escola. Mas o imóvel está fechado há 14 anos e foi todo depredado”, completa.

No local sobrou um esqueleto de tijolos à vista. Pouco poderá ser reaproveitado do antigo hospital. Janelas foram retiradas e as que ficaram estão com os vidros quebrados. Peças, portas e azulejos foram saqueados e as paredes estão com várias infiltrações. A capital tem ao menos 20 hospitais inativos, de acordo com estimativas do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp).

Haddad fala ao 247: "Serra foi um não prefeito"


Ao 247, candidato Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo finalmente abre baterias contra adversário tucano; “Serra precisa de um 0800 para governar a cidade, não tem vontade nem vocação, só terceiriza”, disparou; o postulante do PT não se preocupa com seus atuais 7% no Datafolha; “quem deve estar preocupado é ele, com rejeição de 37%”; leia entrevista
Por Marco Damiani e Leonardo Attuch - Brasil 247 
Segunda-feira, 30 de julho de 2012

Minutos depois de chegar de uma caminhada pela populosa rua 25 de março, no centro de São Paulo, onde, no passado, trabalhou no balcão da loja de tecidos de seu falecido pai, o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo parecia cansado. Fernando Haddad, afinal, vem cumprindo uma agenda de quem corre atrás. Ele já andou por todos os bairros da capital, faz diariamente corpo a corpo com eleitores e passa horas a fio, fiel ao cacoete de professor universitário, mergulhado em estatísticas sobre os problemas paulistanos. Não teve mais nenhum fim de semana livre. No entanto, para muitos, seus índices de intenção de voto não correspondem ao esforço: na mais recente pesquisa Datafolha, marcou apenas 7% de preferências.
“Encaro minha posição atual nas pesquisas com naturalidade”, iniciou Haddad ao 247, em seu gabinete na sede do diretório municipal do PT, onde figura na parede um enorme mapa da cidade de São Paulo. “Quatro anos atrás, a esta altura da eleição, o Kassab tinha apenas 8 pontos no Ibope e 11 no Datafolha. O que mudou foi o horário eleitoral na televisão”, lembra.

Quando a propaganda gratuita começar, em 21 de agosto, o candidato do PT aposta em quatro fundamentos para crescer. “Vou mostrar a minha biografia, as realizações dos governos Lula e Dilma, aos quais pertenci, quem são meus apoiadores e qual é o meu partido”, enumera. “Esse conjunto será muito forte a meu favor”.

ATAQUES A KASSAB - Nessa alquimia de crescimento, ao que se viu pela primeira vez nesta entrevista ao 247, entrará também a crítica mais dura à gestão de Gilberto Kassab na Prefeitura e disparos efetivos contra o candidato tucano José Serra. “Dependendo de como se entende esse pacto de não agressão firmado entre dois candidatos (o próprio Serra e Celso Russomano, do PRB, respectivamente o primeiro e segundo colocados no último Datafolha, com 30% e 26%), eu ‘tô’ dentro. Não estou na eleição para agredir ninguém”, explica Haddad. “Mas é óbvio que isso não significa abrir mão da crítica”.

E, finalmente, lá veio a crítica. “Hoje, no Brasil, poucos prefeitos gozam de tamanho desprestígio como Kassab. Ele fez uma gestão pífia na cidade. Nos últimos dez anos da prosperidade experimentada pelo País, São Paulo não aproveitou nada, parou no tempo e até andou para trás”, avalia Haddad. “Kassab tem pouca vocação para administrar, lhe falta visão estratégica para o planejamento urbano”. Ele tem usado esse discurso em suas andanças. “Quando falo com os eleitores, friso que a vida deles melhorou da porta de casa para dentro, com a melhor condição para a compra da própria casa e de uma série de bens. Mas da porta para fora, a vida dele piorou no transporte coletivo, na cidade mal cuidada, nos desperdícios que ocorrem na saúde municipal, enfim, em muitos aspectos”.

247 recordou a Haddad que o PT procurou o apoio de Kassab ao próprio Haddad. “O que houve de concreto foram dois fatos”, rebateu o candidato. “Kassab visitou o presidente Lula e manifestou interesse em nos apoiar, no caso de Serra não ser candidato”, disse. “Quanto a mim, eu sempre trabalhei com a hipótese de o Serra ser candidato, por isso nunca considerei seriamente o apoio de Kassab. Depois, quando ele apareceu, como cortesia, ao aniversário do PT, levou uma vaia estrondosa. Não sei se meus adversários vão querer usar aquela imagem, mas terão de dar o áudio também. Ficou claro, com a vaia, que ele não combina com a nossa militância. Não iria dar certo e eu nunca pensei nessa possibilidade”.

Nesse ponto, com vinte minutos de conversa, o petista já superava o cansaço e se aqueceu. “O horário político na televisão vai ajudar a população a entender porque São Paulo teve tanto piora em qualidade de vida. Serra, primeiro, e Kassab, em continuação, simplesmente não investiram na cidade”.
0800 PARA SERRA - Chegou o momento de falar sobre o líder nas pesquisas. “Para São Paulo, Serra foi um não prefeito”, diz Haddad. “Ele nem tentou governar, só atuou pensando na sua próxima eleição. Ele é outro que não tem visão metropolitana”, avança. “Para governar a cidade, Serra vai precisar de um 0800, para terceirizar tudo, porque não se interessa”. O ex-ministro da Educação é leitor assíduo dos artigos de José Serra no jornal O Estado de S. Paulo. “Nenhum dos textos deles fez referência a São Paulo. Zero. Ele só fala na questão nacional, que é apenas o que lhe interessa. Sobre a cidade cuja administração está em julgamento agora, nenhuma palavra”.

Haddad acha que o discurso miúdo será notado pelo eleitor. “São Paulo quer um prefeito que se interesse de verdade por sua cidade, não um prefeito que queira usá-la. Nossa cidade não merece isso. O que o paulistano quer é a retomada da condição de degustar a cidade, aproveitar a vida urbana, se encontrar aqui dentro. É para isso que as cidades existem, não para promover sofrimento, mas integração”.

FOTO PARA A HISTÓRIA – Haddad parece tranquilo diante de um assunto que já lhe rendeu muita dor de cabeça: o apoio do ex-governador Paulo Maluf, com direito a fotografia história nos jardins da mansão do procurado pela Interpol Dr. Paulo. “Desde que minha candidatura se consolidou, eu decidi que iria buscar o apoio dos partidos da base aliada do governo Dilma”, justifica, apontando para o fato de o PP de Maluf apoiar o governo federal. “Estava tudo certo, com data anunciada, para o PP apoiar o Serra, mas na véspera desse ato o ministro da Integração Fernando Bezerra me ligou e disse que via condições para o PP estar conosco. Esse contato evoluiu rapidamente e fechamos o acordo político, o mesmo que Serra queria fazer. Considero que agimos certo ao ter o apoio de mais um partido da base aliada, que tem em São Paulo Maluf como representante”.

- E o uso político que vai sendo feito da foto entre o sr., Lula e Maluf?

- Não me arrependo, ao contrário, fechamos uma aliança política às claras. O adversário queria ter feito o mesmo. Não cabe a mim avaliar se isso será usado na campanha.

"Desde que começou esse processo, tomamos a decisão de buscar o apoio da base aliada ao governo federal"

ERUNDINA E MARTA – Mesmo sem arrependimentos, o apoio de Maluf custou a Haddad a renúncia de sua vice Erundina. “Eu jamais cometeria a indelicadeza de não informar antecipadamente a ela sobre nossa conversa com o PP, mas ela preferiu sair. O que me conforta muito é que, depois da saída, Luiza disse que continuará apoiando a minha candidatura, inclusive com todo o seu grupo político. É isso o que importa”.

Sobre a senadora Marta Suplicy, o candidato diz que a liderança dela está preservada e todas as portas de sua campanha abertas para ela participar. “Marta já foi deputada, nossa candidata a prefeita duas vezes, foi pré-candidata ao governo e teve o apoio do partido em 2010 para a sua eleição ao Senado. Ela é uma liderança efetiva. Eu entrei na vida pública por uma atenção dela, quando fui trabalhar com o secretário de Finanças João Sayad”, elencou. “O convite foi dele, mas foi ela quem aceitou a minha presença. Fizemos um grande trabalho na reestruturação das finanças de São Paulo, que dá frutos até hoje. Neste momento, boa parte da equipe de Marta trabalha comigo. Então, quando quiser, ela tem todas as portas abertas para participar da nossa campanha”.

O PIOR E A MELHOR – Dos tempos de subsecretário de Finanças, Haddad tem lembranças fortes. A gestão dele sucedeu à administração do prefeito Celso Pitta. “Pisávamos em terra arrasada. Me lembro de ter verificado todas as contas correntes da Prefeitura e dizer ao Sayad, na primeira semana de governo, o quanto havia em caixa: 60 milhões de reais”, recorda, dando uma pequena risada. “Ora, numa cidade como São Paulo, isso não dá nem para uma semana”. Hoje, calcula o candidato do PT, o prefeito Kassab trabalha com cerca de R$ 8 bilhões entesourados. “Eles não investem, mas a saúde financeira da Prefeitura ainda é reflexo daquele trabalho de reestruturação que nós fizémos lá atrás”, reivindica Haddad.

- Quais foram o melhor e o pior prefeito que São Paulo teve em sua história?

- Porque vi de perto o tamanho do estrago, responde Haddad, Celso Pitta. Não sobrou nada para governar, foi preciso reconstruir tudo. Sobre o melhor, posso dizer que Marta foi uma boa prefeita. Ele fez uma gestão que terminou muito bem avaliada.

AÇÕES NO MINISTÉRIO – O candidato do PT vai colocar no caldeirão da campanha, é claro, suas realizações como ministro da Educação dos governos Lula e Dilma. “Aproveitei a oportunidade de participar de um momento de profunda transformação do Brasil”, diz ele. Orgulha-se, especialmente, da criação do Pró-Uni, o programa de bolsas de estudo em universidades particulares, e do Enem. “O Pró-Uni, que não existia, hoje já beneficiou um milhão e quarenta mil estudantes, o que é a população inteira de um pequeno país”, compara. “Ele melhorou a vida da nossa juventude, e isso me dá muito orgulho”. Quando ao Exame Nacional do Ensino Médio, apesar da repercussão negativa de dois episódios de vazamento de provas, é outra marca de gestão que pretende explocar. “O Enem está acabando com o fantasma do vestibular, é reconhecido nacionalmente. A seleção para o ensino superior ficou muito mais justa. No Rio de Janeiro, por exemplo, cinco universidades já não têm mais vestibular para, no lugar, classificar alunos apenas pelo Enem. Ele sem dúvida é uma vitória”.

LULA E DILMA – Como principais cabos eleitorais, Haddad confia no prestígio do ex-presidente Lula e no da presidente Dilma Rousseff. “Trabalhar com eles foi importantíssimo. Lula é um motivador, um animador que coloca o máximo de pressão por resultados em sua equipe. A presidente Dilma também tem essa característica. Eles mudaram o Brasil para melhor e estarão ao meu lado nessa campanha. Serão mais uma importante diferença a meu favor”.

São Paulo terá 31 Universidades Abertas, diz candidato do PT à prefeitura de São Paulo




Candidato afirma que programa terá uma unidade em cada uma das subprefeituras da capital
O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, disse neste domingo que, se eleito, implementará o programa Universidade Aberta em toda a capital paulista.
“Vamos fazer 31 Universidades Abertas, uma por subprefeitura, para o professor poder continuar seus estudos mesmo depois de formado”, disse o candidato, em referência ao programa Universidade Aberta do Brasil (UAB), implementado por  Haddad durante sua gestão no Ministério da Educação (2005-2012).
As universidades abertas são pólos de educação para a formação continuada de professores que já atuam na educação básica mas não têm ensino superior e também para aqueles que já se graduaram. Alem disso, o programa oferece cursos para gestores e outros profissionais da rede pública de educação básica.
Carreata
Ainda na manhã deste domingo, Haddad participou de sua segunda carreata de campanha,  em um trajeto que percorreu os bairros de Itaquera, Guaianases e Cidade Tiradentes. 
Mais tarde, o candidato encontrou centenas de apoiadores na festa do Dia do  Motorista organizada pelo Sindicato dos Condutores no CMTC Clube, no bairro da Ponte Pequena.

Haddad quer ampliar Operação Delegada para combater violência




Para candidato, Prefeitura pode ajudar o governo do Estado a garantir a segurança da população
O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, propôs nesta sexta-feira (27) ampliar o alcance da Operação Delegada para combater o aumento da criminalidade na capital paulista. “A Operação Delegada precisa ser estendida, não deve ficar restrita ao que ela faz hoje, que é combater o comércio irregular”, disse Haddad. “No momento em que nós estamos vivendo uma situação de violência na cidade, (é preciso) sentar à mesa com o governo do Estado e repensar outras atividades para garantir a segurança da população”, afirmou o candidato.
“Eu sou a favor de uma reformulação ampliando as atividades da Operação Delegada”, disse Haddad, que lembrou ter uma boa relação com o governador Geraldo Alckmin desde quando era ministro da Educação.
A declaração foi dada pelo candidato após uma caminhada que reuniu centenas de apoiadores na região da Rua 25 de Março e do Parque Dom Pedro, principal polo de comércio popular da capital paulista.
Haddad ficou emocionado durante a visita, e lembrou-se de estabelecimento que seu pai teve na região. “Eu trabalhei aqui, meu pai teve loja por quase
20 anos, eu convivi com o comércio daqui o tempo todo”, afirmou Haddad.

Na zona sul, Haddad faz sua primeira carreata de campanha




Candidato percorreu trajeto de 12km nas regiões de Cidade Dutra e Grajaú acompanhando por centenas de militantes
O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, realizou neste sábado (28) a primeira carreata de sua campanha.
Acompanhado por centenas de apoiadores em dezenas de veículos, Haddad percorreu nesta manhã 12km de avenidas na região de Cidade Dutra e Grajaú, extremo sul da capital paulista.
"Estreamos hoje o nosso carro, e a partir do dia 6 de agosto o presidente Lula também estará aqui com a gente", afirmou o candidato, que fez o percurso em carro aberto - uma picape adaptada com quatro poltronas e teto de acrílico na parte traseira.
"Nós vamos entregar o hospital de Parelheiros, que foi prometido e não foi entregue", afirmou. "O que o PT promete, o PT cumpre, não é que nem essa administração que promete e não cumpre", disse.
O candidato fez o trajeto acompanhado dos vereadores petistas Alfredinho, Ítalo Cardoso e Arselino Tatto; de sua vice, Nádia Campeão; e de sua mulher, Ana Estela.

Fernando Haddad ganha mais domínios na internet




Campanha do PT à Prefeitura de São Paulo tem novos endereços eletrônicos
A campanha de Fernando Haddad ganha corpo também na internet e os domínios www.fernandohaddad.com.br, fernandohaddad13.com.br, haddad13.com.br, fernandohaddadpt13.com.br, haddad2012.com.br e haddadprefeito.com.br passaram a remeter o internauta ao site da campanha: pensenovotv.com.br.
Com destaque para o conteúdo audiovisual, o site da candidatura de Fernando Haddad à Prefeitura utiliza animações e ferramentas interativas para conversar com a população paulistana, falar de suas propostas de governo e abordar a sua trajetória política.
Há ainda o Fala.SP, com vídeos de paulistanos apontando diversos problemas da cidade, e o Inspira.SP, com sugestões de paulistanos para mudanças urbanas no município, além do webjornal HoraH. Também estão ligados ao Pensenovotv redes sociais como facebook (facebook.com/fernandohaddad13), twitter (twitter.com/pensenovotv) e canal do youtube (youtube.com/pensenovotv) e o flickr (flickr.com/fernandohaddad13), com fotos das agendas do candidato do PT.

"Deitaço" ironiza guarda de Kassab e alerta para violência contra moradores de rua


Grupo teatral questionou política da prefeitura deitando nos mesmos espaços onde a população de rua é impedida de ficar pela Guarda Civil Metropolitana
Por Rede Brasil Atual
Quinta-feira, 26 de julho de 2012

Cerca de 60 pessoas realizaram, na tarde de hoje (26), uma manifestação exigindo o fim das ações violentas e da remoção forçada da população de rua, realizadas pela Guarda Civil Metropolitana (GCM), estrutura de segurança da prefeitura de São Paulo. O grupo, que estava bem vestido, estendeu cobertores de feltro e se deitou na frente da Catedral da Sé, logo abaixo do Marco Zero. De acordo com os organizadores, o ato pretendeu questionar a diferença de tratamento dado ao povo de rua e aos `bem aparentados`.
As pessoas que passavam pela Sé olhavam com perturbação o grupo deitado. Gente tricotando, lendo, dormindo, com óculos escuros, de terno ou roupas sociais. Muitos paravam e perguntavam de que se tratava. Uma viatura da GCM passou pelo local, desviou do grupo e foi embora. Um grupo de policiais militares em uma base comunitária a poucos metros do local conversava tranquilamente. O ato foi organizado por um grupo teatral e convocou pessoas pelas redes sociais para participar da ação.

De acordo com a atriz Marina Tranjan, da Cia. Auto Retrato, a ideia de realizar a manifestação surgiu após o grupo presenciar uma abordagem violenta da GCM a moradores de rua, que tiverem seus pertences apreendidos. “Tomaram tudo deles, cobertor, mochila, documentos, mas a gente estava perto, com coisas espalhadas no chão, e não fomos perturbados”, diz. O grupo resolveu então procurar a Defensoria Pública para se informar sobre o que poderia fazer. E realizar intervenções de rua para provocar reflexão da população sobre o caso.

Algumas pessoas concordam com a ideia. Outras, nem tanto. Para a agente escolar Márcia Cristina, fazer ato na praça não vai mudar a vida da população de rua. “Devia ter uma lei que obrigasse os empresários a dar cursos e empregar as pessoas em situação difícil”, diz. Para Márcia, a questão é mais profunda e precisa ser tratada com mais seriedade do que encenações teatrais. Já a estudante de Direito Milena Tavares acredita que é importante grupos de pessoas fazerem ações assim e concorda que remover as pessoas não resolve o problema. “Precisa fazer alguma coisa, gerar emprego, moradia, pois ficar empurrando pra lá e pra cá só aumenta o problema.”

Marina esclarece que esta ação era meramente simbólica. “Os atos de rua procuram sensibilizar as pessoas para que denunciem abordagens truculentas contra a população de rua, que ajudarão a Defensoria a propor a ação”, complementa. O grupo pretende realizar outras ações na cidade e estabelecer parcerias com organizações de direitos humanos

Em 4 de julho, o promotor de direitos humanos do Ministério Público Estadual, Alexandre Marcos Pereira, denunciou que, sob ordens da prefeitura, a GCM tem cometido abusos em abordagens e que sua principal função é de expulsar os moradores de rua de áreas onde sua presença é considerada inapropriada. A ação exige uma indenização de R$ 20 milhões, cuja metade deve ser destinada para projetos de interesse social e metade para eventuais pedidos de indenização.

São Paulo terá mil novos leitos em hospitais, diz Haddad




Candidato petista afirmou que Prefeitura construirá três novos hospitais e 40 postos de saúde espalhados pela capital

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira (26) que, se eleito, entregará mil novos leitos em hospitais de toda a capital paulista, além de 40 novos postos de saúde. “Nós vamos construir três novos hospitais - na zona norte, zona sul e zona leste, que terão ao todo entre 600 e 700 leitos”, disse. “E vamos chegar aos mil leitos ampliando o atendimento em outros hospitais municipais já existentes”, explicou.

O candidato participou nesta manhã de uma maratona de entrevistas nos estúdios da Rede Bandeirantes. Ele falou ao Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, à Rádio BandNews FM e ao canal por assinatura BandNews TV.
Haddad prometeu criar um plano de carreira para os médicos do município, além de trabalhar pelo aumento salarial da categoria.

“As pessoas dizem que falta médico, mas São Paulo tem médicos em níveis comparáveis a países europeus. Só que os médicos estão na iniciativa privada e trabalhando fora de São Paulo”, afirmou. “Por que não tem médico no serviço público? Porque a prefeitura desestruturou a carreira”.
O candidato admitiu estudar a possibilidade de ampliar o horário de atendimento das AMAs Especialidades (unidades de Assistência Médica Ambulatorial da prefeitura, que hoje atendem das 7h00 às 19h00) para 24 horas por dia, a exemplo do que já acontece nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento, de responsabilidade do governo federal).
Segurança

Haddad também afirmou que buscará uma parceria entre a prefeitura e o governo do Estado para combater o aumento da criminalidade na capital paulista. “O prefeito tem que fazer parceria com o governo do Estado, mesmo sabendo que o Estado é responsável pela segurança pública”, afirmou. “É preciso que o prefeito incorpore (medidas de combate ao crime), e não que se omita e diga que é problema do governo do Estado”, disse.
“Tem que ter Guarda Civil nos parques públicos, tem que colocar iluminação pública, implementar programas sociais”, afirmou Haddad. “Você não pode se intimidar diante dos territórios conflagrados. Você sabe onde o crime acontece. O prefeito tem que ter uma política de ocupar esses territórios”, disse.

As rejeições de Serra e Kassab


Pior para Serra foi o seu índice de rejeição chegar a 37%, o maior já aferido pelo Datafolha nesta eleição, aos quais devem ser somados os péssimos números obtidos pelo seu principal aliado, Gilberto Kassab, do PSD, na avaliação dos prefeitos.
Por Ricardo Kotscho - Blog Balaio do Kotscho
Quinta-feira, 26 de julho de 2012

Os candidatos dos dois maiores partidos de São Paulo, José Serra, do PSDB, e Fernando Haddad, do PT, vivem momentos bem distintos nesta etapa decisiva da campanha eleitoral.
Uma leitura mais cuidadosa mostra que as pesquisas do Datafolha publicadas neste final de semana só trouxeram números negativos para a campanha de Serra.

Empacado, desde que lançou sua candidatura, nos 30% de intenções de voto, o tucano viu Celso Russomanno, do PRB, subir para 26%, registrando o primeiro empate técnico.

Pior para Serra foi o seu índice de rejeição chegar a 37%, o maior já aferido pelo Datafolha nesta eleição, aos quais devem ser somados os péssimos números obtidos pelo seu principal aliado, Gilberto Kassab, do PSD, na avaliação dos prefeitos.

Kassab foi reprovado na pesquisa, com nota 4,4, a mais baixa entre os prefeitos das principais capitais do país. O seu índice de ruim e péssimo alcançou 39%, dois pontos a mais do que a rejeição de Serra. Estes números explicam porque 72% dos eleitores paulistanos declararam que não votarão em candidato apoiado pelo prefeito Gilberto Kassab.

Resta saber quem puxa quem para baixo e quem faz subir a rejeição, já que a propaganda tucana quer focar na continuidade da administração Serra-Kassab, iniciada em 2005.

Estacionado nos 7% de intenção de votos e com 12% de rejeição, o petista Fernando Haddad teve finalmente uma boa notícia nesta segunda-feira: a volta ao jogo do seu principal cabo eleitoral, o ex-presidente Lula, depois de tirar duas semanas de férias para se recuperar das sequelas deixadas pelo tratamento contra o câncer na laringe.

Lula ainda vai fazer novos exames no próximo dia 6 e, só depois disso, se for liberado pelos médicos, poderá se engajar de vez na campanha de Haddad, o principal trunfo do PT para tornar seu candidato mais conhecido da população.

Embora sua candidatura tenha sido lançada por Lula no segundo semestre do ano passado, 45% dos eleitores paulistanos ainda não sabem quem é Haddad e nem ligam seu nome ao PT, ao ex-presidente e à presidente Dilma Rousseff, que ainda não entraram na campanha.

Foi exatamente em razão deste desconhecimento que Russomanno cresceu como o principal candidato anti-Serra. Os números da pesquisa mostram que 27% dos petistas declararam voto no candidato do PRB, enquanto apenas 15% identificaram Haddad com o partido.

De olho neste indicador, José Serra já propôs um pacto de não agressão com Russomanno em reunião promovida no apartamento de Gilberto Kassab, com a participação de Marcos Pereira, presidente nacional do PRB, segundo matéria publicada hoje pelo "Estadão".

Para os tucanos, o papel de Russomanno é importante neste momento para segurar o crescimento de Haddad - previsto por todos os partidos quando a campanha começar para valer -, já que ele navega bem no eleitorado petista.

O problema é saber o que o candidato da coligação PRB-PTB ganharia com este chamado pacto de não agressão, se ele é o candidato que até agora melhor conseguiu encarnar a oposição à dupla Serra-Kassab.

Se o bom senso recomenda que Serra esconda Kassab na campanha, como fez com Fernando Henrique Cardoso nas eleições presidenciais de 2002, de outro lado Fernando Haddad também tem probemas na área dos apoios que só tiram votos: segundo o Datafolha, 77% dos eleitores declararam que não votam em candidato apoiado por Paulo Maluf, o novo queridinho do PT.

Numa campanha em que os marqueteiros tomaram o lugar das lideranças políticas, os valorizados publicitários tucanos e petistas devem estar quebrando a cabeça para ver como poderão reverter os números do Datafolha nos dois meses e pouco que faltam para as eleições.

Uma coisa é certa: não será apenas com o slogan do "homem novo" que o PT conseguirá dar uma cara à candidatura de Fernando Haddad, nem é fazendo seu candidato andar de bicicleta e quase cair de um skate que os tucanos diminuirão a rejeição a José Serra.

O que as pesquisas também deixam evidente é que Lula não faz falta só na campanha do PT em São Paulo, mas em todo o país. Nas principais capitais pesquisadas, o PT só lidera no Recife.

Como a presidente Dilma Rousseff já anunciou que não pretende se envolver na campanha eleitoral, com exceção de algumas incursões em São Paulo e Belo Horizonte, mais do que nunca o PT depende da saúde do ex-presidente Lula.

São Paulo precisa de investimento público em habitação




O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo criticou o baixo investimento público na cidade e a baixa produção de moradia popular
São Paulo tem, aproximadamente, 500 mil moradias precárias. A atual gestão construiu cerca de 15 mil unidades habitacionais em quase oito anos. Neste ritmo, seriam necessários mais de 250 anos para se zerar o déficit de moradias na capital. Esta foi uma das constatações feitas pelo candidato do PT à Prefeitura de São Paulo Fernando Haddad, durante sua participação no ciclo de debates “A engenharia e a cidade”, promovido pelo Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo.
“Vivemos o pior momento na produção de moradias populares na história da cidade de São Paulo. Não podemos falar em meio ambiente sem pensar na questão habitacional, pois temos milhares de moradias sem acesso a saneamento, coleta de lixo e áreas verdes”, comentou Haddad.
Sobre investimentos em geral, Haddad disse que o Rio de Janeiro hoje investe mais em obras públicas do que a capital, apesar do maior Orçamento paulistano. "Todos os empresários de obras públicas são capazes de atestar isso. Há muito orçamento, mas pouca obra", disse.
Depois do evento no Sindicato dos Engenheiros, Haddad fez caminhada na avenida Rio Pequeno, região do Butantã (zona Oeste). “Um dos maiores problemas dessa região da cidade é a habitação. O Jardim Jacqueline, por exemplo, precisa de regularização fundiária e uma questão dessas depende de ações do Poder Público municipal”, disse.

Justiça suspende licitação para abrigos de ônibus em SP




A Justiça de São Paulo suspendeu uma licitação de R$ 540 milhões, lançada pela administração do prefeito Gilberto Kassab, para a instalação, manutenção e conservação de abrigos de ônibus. A licitação prevê que a empresa ou o consórcio escolhido vai ter a concessão do serviço público pelo prazo de 25 anos. A decisão que anulou a concorrência é da 8ª Vara da Fazenda Pública da capital paulista.
O autor da ação popular alegou que o edital de concorrência contém vícios inadmissíveis para uma licitação desse porte e que põe em risco o interesse público, em especial o erário e o paisagismo do município, além de restringir o caráter competitivo da competição.
O juiz Adriano Marcos Laroca entendeu como "razoável" o acolhimento do pedido liminar para suspender a licitação, em especial a abertura de todos os envelopes, para se evitar potencial dano ao patrimônio público, ainda mais considerando que isso não importará em qualquer prejuízo à Administração Pública, até porque a presente ação demorou longos anos para se concretizar, por razões desconhecidas.
Em março, a Prefeitura publicou, no Diário Oficial do Município, consultas públicas para abertura de concorrência para escolher as concessionárias que nos próximos 25 anos serão responsáveis pela construção e manutenção dos abrigos de ônibus e relógios de rua na cidade.
As empresas ou consórcios de empresas que vencerem as licitações terão de pagar pela concessão um valor mínimo de R$ 200 milhões, no caso dos pontos de ônibus, e de R$ 150 milhões, no caso dos relógios de rua. Em troca, poderão utilizar os espaços dos pontos de ônibus e relógios de rua para explorar publicidade exterior na medida em que instalarem e se encarregarem da manutenção desses equipamentos. Elas também terão prazo mínimo de três anos para concretizar a mudança do mobiliário urbano.
A expectativa do prefeito Gilberto Kassab, quando do lançamento do edital, era de que as licitações fossem concluídas no segundo semestre e as vencedoras da licitação comecem a trabalhar em 2013.
A Lei Cidade Limpa proibiu a veiculação de qualquer tipo de publicidade nesses equipamentos. Agora, com a licitação, a administração paulistana quer substituir todos os equipamentos existentes e promover sua padronização.
A SPObras, responsável pela escolha da empresa, exige que os novos equipamentos ofereçam informações de horário, temperatura e qualidade do ar, divulgação de mensagens e campanhas da Prefeitura de São Paulo, possibilidade de inovações tecnológicas e valorização da paisagem urbana.
Segundo a Prefeitura, a cidade de São Paulo possui atualmente cerca de 6.500 abrigos em parada de ônibus, de 14 tipos diferentes, e aproximadamente 11.500 pontos e totens indicativos de parada de ônibus, de vários tipos.
FONTE: Brasil 247
Foto: reprodução

“Pesquisas cristalizam vontade de mudança do eleitor em SP”, afirma Haddad durante caminhada no entorno do Hospital das Clínicas.




O candidato do PT à prefeitura de São Paulo Fernando Haddad afirmou hoje (24) que as últimas pesquisas de intenção de voto têm “cristalizado a vontade de mudança do eleitorado na cidade”, e destacou a importância de investimentos na saúde no município. As declarações foram feitas durante caminhada no entorno do Hospital das Clínicas, no bairro de Pinheiros, Zona Oeste.
A atividade reuniu militantes do PT e partidos aliados e foi uma caminhada silenciosa no entorno do complexo hospitalar na avenida Enéas de Carvalho Aguiar. Haddad conversou com profissionais do HC e pacientes, e ouviu queixas sobre a saúde pública em São Paulo.
Haddad ouviu a reclamação da aposentada Maria de Lourdes da Silva, de 74 anos que há tempos vem tentando atendimento fisioterápico na rede municipal.
Segundo Haddad, a principal bandeira de campanha da atual gestão era dar a garantia de um bom atendimento. “A saúde pública em São Paulo tem o pior desempenho dos últimos anos 10 anos. Isso demonstra claramente que o paulistano quer mudanças”, afirmou o petista.
Acesse o site www.pensenovotv.com.br e acompanhe a candidatura de Fernando Haddad.
Para fotos acesse www.flickr.com/fernandohaddad13.