quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Governo Aidan perdeu oportunidades para melhorar Santo André

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, em campanha pela Coligação O Melhor para Santo André (que reúne o PT, PRP, PPL, PHS, PSD, PR e PCdoB), voltou a falar sobre a falta de capacidade que o governo Aidan Ravin tem em não negociar repasses de verbas disponíveis no governo federal, principalmente para as áreas sociais. Atividade reuniu centenas de pessoas no Salão Império Rei, no Estrada Cata-Preta, no último sábado, dia 15/9. A Ministra acredita que já na primeira semana, depois de ter tomado posse, Carlos Grana vai inscrever Santo André para recuperar o tempo e os recursos perdidos. Leia a entrevista com a ministra.

A senhora acredita que, nesse cenário político, é o momento do PT dizer a Santo André o que ele pretende fazer?

Miriam Belchior: Acredito que sim, e isso o Grana vem mostrando desde julho. É necessário mostrar as diferenças; como era Santo André administrada pelo PT e como ela é hoje. A cidade era pujante e reconhecida internacionalmente. Hoje, ela perde oportunidades. Tenho confiança no governo do PT em trazer muito mais melhorias para a cidade.

O prefeito Aidan Ravin reclama que ele não recebe verbas federais porque ele não é amigo do PT. A senhora enxerga que há partidarização nesse repasse?

Miriam Belchior: De jeito nenhum. Os casos das creches são específicos. Nós não selecionamos, a partir das demandas. Santo André tinha direito a receber recursos para construir o equivalente a 13 creches. Era só inscrever a cidade e dizer quais os terrenos que os recursos viriam. Não haveria nenhuma seleção e nem competição com ninguém. Mas, o prefeito só inscreveu 1 creche. O problema está aqui. De quem está governando a cidade. De quem não tem capacidade para conseguir recursos quando está disponível. Eu sou daqui e sou a mais interessada na cidade. Prefeitos de vários partidos inscreveram projetos e conseguiram seus recursos. É uma desculpa que não para de pé.

Mas, o prefeito Aidan Ravin diz que mantém parceria com o governo federal, tanto que ele diz que foi o primeiro a receber verbas para o Minha Casa, Minha Vida. A senhora acha que ele está atendendo às demandas?

Miriam Belchior: O governo federal quer fazer parcerias com quem quer melhorias para a cidade. Infelizmente, o Prefeito Aidan Ravin não aproveita as oportunidades. Mesmo quando ele tinha os recursos, ele não concluía. O projeto da Gambôa fui eu quem comecei quando era Secretária da Habitação e não foi concluído pelo Aidan. Nós começamos a construir casas para transferir os moradores para o Capuava e o prefeito não deu continuidade. Os recursos federais estão lá parados esperando o Aidan gastar. O Pintassilgo foi selecionado em 2010 e ele ainda não começou, nem as obras foram licitadas!

Acho que primeiro um governo deve ter capacidade para ir buscar o dinheiro que está disponível. Segundo, tem que ter capacidade para executar. O prefeito Luiz Marinho (de São Bernardo), já no período da transição como a fazer reuniões coma Caixa, porque o prefeito anterior também não fez as obras necessárias para a cidade. E ele já entregou 5 mil casas e apartamentos. Essa é a diferença do PT governando.

O governo federal tem conversas com o atual governo de Santo André?

Miriam Belchior: Há cerca de um mês, fizemos uma reunião para discutir com vários representantes dos municípios com populações entre 350 mil a 700 mil habitantes, sobre mobilidade urbana. Eu acho estranho, porque o representante de Santo André é sempre o mesmo, independentemente do assunto. O normal é o município enviar pessoas que entendam mais sobre os diversos assuntos. Eu costumo dizer que quando a gente conseguia uma emenda parlamentar que nos dava o direito de construir 16 apartamentos, a gente comemorava muito. Agora, nós temos o Minha Casa, Minha Vida com milhões de unidades à disposição e, infelizmente, as favelas de Santo André ficam cada vez maiores, porque o Prefeito não só não fez as obras, como não tem atitude para reduzir a ampliação dessas áreas de grande dificuldade urbana. Santo André não está em boas mãos e de quem não quer resolver os problemas da população.
 

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