Não poderia ser mais eloquente a resposta dada pelo BNDES aos tucanos, ex-governador José Serra governador Geraldo Alckmin e ao discurso eleitoral dos dois que a toda hora enchem a boca para dizer que o governo federal não põe um centavo nos transportes públicos de massa em São Paulo.
Nesta 3ª feira (ontem) o governador Alckmin recebeu um empréstimo de R$ 1,47 bi do banco para financiar as obras de expansão e reforma do metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
É isso mesmo que vocês leem: dinheiro do governo federal para ampliar e melhorar o metrô da capital e a rede de trens que serve à Região Metropolitana de São Paulo, aqueles dois sistemas que por falta de investimento e manutenção por parte dos governos tucanos, entram em pane toda semana, e até várias vezes numa mesma semana.
Maior parte do dnheiro vem para o metrô
A maior parte do dinheiro - R$ 922 milhões - será aplicada no prolongamento da Linha 2-Verde do metrô (24,5 km) que até 2016 deverá ligar a Vila Prudente à Cidade tiradentes, bairro de gigantescos conjuntos habitacionais populares na Zona Leste da capital.
Os outros R$ 550 milhões vem para a modernização da Linha 8-Diamante da CPTM no trecho entre a estação Júlio Prestes, na região central da capital, e Itapevi, cruzando cidades como Osasco, Carapicuíba e Barueri (Grande são Paulo).
E vejam, nem é a 1ª vez que o BNDES financia obras de expansão da Linha 2-Verde do metrô. Antes ele já emprestou R$ 313 milhões para a extensão da linha entre as estações Ana Rosa e Alto do Ipiranga, e R$ 1,58 bi para levá-la do Alto do Ipiranga à Vila Prudente.
Mas o discurso eleitoral do PSDB continua o mesmo
No entanto, nem isso impediu a história de que a União não investe em transportes em São Paulo. Este sempre foi discurso eleitoral, a critica do pessoal do PSDB ao governo federal, o que é uma inverdade. É um discurso que não se sustenta.
A começar pelo Rodoanel em torno da Capital, a maior obra rodoviária em andamento no país e que os tucanos não dizem, mas é feita com recursos federais. Fora a autorização para a elevação do teto de endividamento de São Paulo, que permitiu a José Serra fazer a maior parte de seus investimentos quando foi governador (janeiro de 2007 / abril de 2010).
Agora esses empréstimos só comprovam o que os petistas deviam ter propagado. Mas, não fizemos...Mesmo que a CPTM e o metrô, no estado de completo descalabro em que se encontram, sejam o mais perfeito exemplo da "eficiência" e da "competência" tucanas para governar. No mais é discurso eleitoral, pura propaganda deles. Como o choque de gestão na administração do governador Aécio Neves (PSDB), que quebrou, faliu Minas Gerais.
(Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr)
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